Espanhóis são presos por tráfico e exploração de mulheres brasileiras.
Esse poderia ser um título mais condizente com a matéria que foi publicada hoje no UOL.
No meio da reportagem do UOL encontramos as seguintes informações:
“Segundo as investigações [da polícia], em um ano apenas, a rede teria lucrado mais de um milhão de euros (R$ 3,4 milhões) na exploração de mais de 300 mulheres estrangeiras. A quadrilha, chefiada por três espanhóis, traficava principalmente mulheres de Goiânia para a Espanha. Todas estavam em situação ilegal no país e tinham entre 21 e 23 anos”.
Sobre as condições dessas mulheres na Espanha, a matéria diz:
“A quadrilha era formada por dez integrantes: quatro espanhóis, dois colombianos, um português e três brasileiros, todos de Goiânia. Segundo os detetives, as mulheres prostituídas trabalhavam “sob regime de escravidão”. (…) “Elas eram controladas 24 horas por dia e não podiam circular pelas ruas desacompanhadas. Um dos líderes da quadrilha as escoltava entre as casas e os prostíbulos e as brasileiras variavam constantemente de local de trabalho.”
Mesmo contendo todas essas informações, a chamada para a matéria no portal brasileiro UOL foi:
“Polícia brasileira prende 17 prostitutas brasileiras em cidade espanhola”.
Pergunta-se: qual motivo, razão ou circunstância fez o (a) editor(a) ou jornalista responsável por essa matéria colocar na chamada dessa matéria a informação de que prostitutas foram presas na Espanha, quando na verdade elas eram mulheres brasileiras libertadas da condição de escravidão sexual a que eram submetidas?
A questão do tráfico humano está escondida sob o manto do moralismo. Esse manto se espalha pela mídia e impede o grande público de perceber dois atos violentos cometidos contra as mulheres brasileiras ultimamente: primeiro, o fato de elas serem as principais vítimas de exploração sexual nas redes altamente lucrativas do tráfico internacional de pessoas. Elas não estão ali na condição de prostitutas: estão na condição de escravas sexuais! Recebem ameaças de morte, só se deslocam com seguranças armados até os dentes, são ameaçadas, subjugadas, sofrem terrorismo psicológico.
O segundo, e não menos cruel, é a violência verbal, ideológica e simbólica cometida contra essas mulheres. Como é que o (a) jornalista classifica uma vítima de um crime hediondo como esse de prostituta? Elas não são “prostitutas” por vontade própria, elas não se reconhecem como tal – e nem podem ser consideradas como tal. Como poderão voltar a ter suas vidas normalizadas se nem o direito de ser tratadas como mulheres – pura e simplesmente – não é respeitado pela sociedade? Outra questão: porque brasileira no exterior tem sempre que vir com o sobrenome de prostituta? Se fossem advogadas [as "autuadas" pela polícia espanhola] a profissão dessas mulheres apareceria na chamada da matéria? Tenho dúvidas.
Registro aqui o repúdio ao UOL pelo título dado à matéria, que revela e ao mesmo tempo estimula um estigma contra as mulheres vítimas de tráfico humano. Convidamos os nossos leitores a fazer circular esse alerta não só para o UOL como também para as redações da grande imprensa brasileira.
Em tempo: hoje pela manhã o portal UOL foi avisado sobre esse “erro” na chamada da matéria, por meio do link disponível no próprio local onde está publicada a matéria. Até agora não houve alteração no título da reportagem. O espaço desse blog está aberto para uma resposta oficial do UOL, caso o portal queira se manifestar. Vale lembrar que o UOL informa que a matéria veio da BBC. Mesmo que seja uma tradução na íntegra, defendemos a alteração do título da matéria pois do jeito que está continua sendo um desrespeito com as mulheres brasileiras.
A matéria na íntegra pode ser vista nos links abaixo e no texto abaixo.
Tela do UOL com a matéria sobre as mulheres libertadas
Link para o UOL, direto na fonte
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Polícia prende 17 prostitutas brasileiras em cidade espanhola
A polícia espanhola prendeu na manhã desta quinta-feira uma quadrilha envolvida na prostituição de brasileiras na cidade de Badajoz, próxima à fronteira com Portugal.Numa blitz em três prostíbulos da cidade, a polícia prendeu 27 pessoas: os dez membros da rede e 17 prostitutas – todas elas brasileiras. Foram apreendidos também dinheiro e drogas, como maconha, cocaína e haxixe.
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LEIA MAIS |
600 MIL IMIGRANTES ILEGAIS |
Os brasileiros ilegais da quadrilha e as mulheres prostituídas são acusadas de situação irregular na Espanha.
As prostitutas deverão ser deportadas e os outros membros da rede serão julgados na Espanha, podendo pegar entre três e seis anos de cadeia por cada delito.
Quadrilha
Segundo as investigações, em um ano apenas, a rede teria lucrado mais de um milhão de euros (R$ 3,4 milhões) na exploração de mais de 300 mulheres estrangeiras.
A quadrilha, chefiada por três espanhóis, traficava principalmente mulheres de Goiânia para a Espanha. Todas estavam em situação ilegal no país e tinham entre 21 e 23 anos.
Os detetives chegaram até a rede por desconfiar de lavagem de dinheiro. A Brigada de Delitos Monetários da Polícia Judicial investigou a contabilidade de uma empresa que fazia depósitos freqüentes de altos valores em várias contas bancárias.
Só no ano passado, a falsa empresa chegou a lucrar mais de um milhão de euros e tinha uma dívida fiscal de outros 500 mil euros (R$ 1,7 milhão) com a Previdência Social espanhola.
Durante a investigação, os policiais encontraram cerca de 200 irregularidades na contabilidade e acabaram chegando na quadrilha de prostituição.
Os departamentos especializados em imigração e tráfico de seres humanos (Unidade Central Contra as Redes de Imigração e Falsidades Documentais e a Brigada Provincial de Estrangeiros) participaram da operação que terminou na quinta-feira.
A quadrilha era formada por dez integrantes: quatro espanhóis, dois colombianos, um português e três brasileiros, todos de Goiânia.
Segundo os detetives, as mulheres prostituídas trabalhavam “sob regime de escravidão”.
Delitos
Elas eram controladas 24 horas por dia e não podiam circular pelas ruas desacompanhadas.
Um dos líderes da quadrilha as escoltava entre as casas e os prostíbulos e as brasileiras variavam constantemente de local de trabalho.
As mulheres também tinham uma espécie de ficha onde eram anotados todos os serviços de cada uma, incluindo tipo de atendimento, tempo e o que era consumido com cada cliente.
A rede está sendo acusada de lavagem de dinheiro, violação de direitos trabalhistas e de cidadãos estrangeiros, e de delitos relativos à prostituição.
Tags: Direitos Humanos, espanha, espanhóis, imigrantes, mulheres brasileiras, tráfico humano


Março 28, 2008 às 11:24 am
CREIO QUE SERIABASTANTE INTERESSANTE QUE NOSSA POLICIA FEDERAL BRASILEIRA DESSE UMA VASCULHADA NA ESPAÑA NOS PROSTIBULOS DE LÁ POS ELES ESTAO ENRICANDO EM CIMA DAS MULHERES BRASILEIRAS E AINDA POR CIMA AS FAZEM DE ESCRAVA DO SEXO , MANTIDAS COMO PRISIONEIRAS SOB AMEÇAS E NÃOPODEM CONTAR AOS SEUS FAMILIARES MUITAS VEZES POR SEREM AMEAÇADAS DE MORTE ELAS E SUAS FAMILIAS A QUI NO BRASIL TB !!! MUITAS PRECISAM QUE A POLICIA DAQUI OLHEM POR ELA LÁ TB COLOCANDO AGENTES FEDERAIS FISCALIZANDO DENTRO DOS PROSTIBULOS E SE FAZENDO DE CLIENTES CLARO POIS SAO MÁFIAS MUITO PERIGOSAS E ELAS NÃO PODEM CONTAR NADA NEM PRA OS PROPRIOS CLIENTES SÓ SE CONFIAREM O BASTANTE !!! ELAS SÃO VIGIADAS E VIVEM NO PROSTIBULO PRESAS E AS QUE VIVEM FORA DE LÁ TODOS OS DIAS SÃO RECOLHIDAS DE CARRO PRO TRABALHO E DO TRABALHO PRA CASA POR VIGILANCIA DOS MAFIOSOS !!! SEM CONTAR QUE TODOS OS CUSTOS DE PASSAGEM E GASTOS DA VIAGEM FORA A DIARIA DE PERMANENCIA DELAS NO LOCAL ONDE MORAM SÃO COBRADOS DIARIAMENTE E ABATIDOS DOS SERVIÇOS !!! E PELO MENOS POR TRES MESES ELAS NÃO VEEM UM CENTAVO DO SEU TRABALHO E DEPOIS QUE PASSA SEU TEMPO DE ESTA LEGAL NO PAIS DELES !(OU SEJA FICAM ILEGAIS APÓS TRES MESES) ELES AS DESPENSAM DOS CLUBS COMO SÃO CHAMADOS LÁ !!!
NOSSO PÁIS TEM PODER SUFICIENTE PARA IMPEDIR QUE NOSSAS MULHERES SEJAM TÕA MALTRATADAS ASSIM POR ESPANHOIS . ATÉ ESPANCADAS ELAS SÃO POR ELES !!!!
Abril 8, 2009 às 4:03 pm
OLHA AS VEZES FICO QUERENDO IR PARA O EXTERIOR SER UMA ESTRIP OU SEI LA ACHAR UM MEEIO FACIL DE GANHAR MUITA GRANA…..MAS FICO MEIO XATEADA SO DE PENDAR Q AINDA EXISTE ESCRAVIDAO, MUITAS MULHERES SO OBRIGADA A FAZER AQUILO A FORCA,MUITAS SAO ESPANCADAS COMO LI NUM ANUNCIO AS VEZES PENSO SERA …..Q ……..ALGM…..DIA VOU PASSAR POR ISSO TAMBM……..E CLARO Q NAO QUERO,POR ISSO JA ME DECIDIR Q VOU MAS VOU CIENTE DO Q QUERO FAZER……..QURO TRBALHAR MAS NUM LUGAR TRANQUILO COM PESSOAS LEGAIS Q SAIBAM REALMENTE OQ QUEREM,POIS VOU COM ESSE PROPOSITO….. OQ MAS QUERO NO MOMENTO E SAIR UM POUCO DO BRASIL, PRETENDO IR A ESPANHA,ESPERO Q ALGM ME FAÇA O CONVITE,POIS ACEITAREI CONCERTEZA..E ISSO POIS SOU GOSTOSA TODOS DIZEM ME ACHO CAPAZ DOQ IREI FAZER E CHEGAR LA E ESPERAR PRA VER OQ ACONTEÇE NUNCA FIZ ISSO AQ PODE SER Q SEJE UM POUCO DIFICIL MAS A GENTE ACOSTUMA……..E ISSO SE QUEREM ME CONHECER ESTAREI AQ DISPOSTA A ESSA AVENTURA MALUCA,SOU NOVA MAS DONA DO MEU PROPRIO NARIZ E DECIDIDA….QUERO MUITO IR PRO EXTERIOR…….E AS DIFICULDADES VENCER……PIEDADE TEREI DE MIM MSMA SENAO CONSEGUIR,MAS JA DISSE ESTIU CIENTE…….GOSTARIA MUITO Q ALGM ME AJUDASSE.ESSE COMENTARIO VOU FAZE-LO COMO ANUNCIO……EMAIL:CACI_LEIA@HOTMAIL.COM
Maio 22, 2009 às 2:20 pm
Olá, sei que esse nao é o espaço, mas preciso urgentemente de alguns dados sobre prostituição brasileira, sobre a realidade da prostituição no Brasil, tipos e locais de prostituição, pois estou fazendo um trabalho de faculdade e preciso desses dados e estou com dificuldades para encontra-los. Será que alguem pode me ajudar?
Desde já,
Obrigado!