Posts de Outubro, 2007

Direito Humano à Alimentação

Outubro 29, 2007

Seguindo a sugestão enviada pela Cristiane, do Instituto Pólis, segue uma nota sobre o Direito Humano à Alimentação. É preciso pensar no Direito à Alimentação de uma maneira mais ampla do que “ter um pão para comer todos os dias”. Vale lembrar que esse direito envolve também a discussão de uma série de políticas públicas como as de acesso à água, à terra e ao trabalho digno. Além de tudo isso, também é preciso alertar a população: o alto consumo de açúcares, comidas gordurosas e produtos industrializados pode levar a problemas de saúde como a obesidade e a anemia, situações que também podem ser classificadas como insegurança alimentar.

O que significa Direito Humano à Alimentação?

O crescimento econômico é um fator essencial ao desenvolvimento, mas ele só é completo se incorporar também o desenvolvimento humano. Dentro desta lógica, os alimentos não podem ser tratados apenas como mercadorias, pois a alimentação é um direito humano essencial, o Direito Humano à Alimentação Adequada (DHAA). Isto quer dizer que toda pessoa deve ter garantido um padrão de vida que lhe assegure saúde e bem-estar.

Antes de chegar às feiras e mercados, onde são comercializados, os alimentos percorrem um longo caminho. O circuito do alimento é iniciado pela produção, passando pela distribuição e abastecimento até chegar, finalmente, ao consumo. A partir deste conjunto de questões relacionadas à qualidade dos alimentos, à forma como são produzidos, ao preço, à vigilância sanitária, às doenças relacionadas à alimentação, à educação alimentar, às dificuldades de acesso, aos padrões de consumo e à cultura alimentar formulou-se o conceito de soberania e segurança alimentar e nutricional, significando. Esta soberania significa “o direito ao acesso regular e permanente a alimentos de qualidade, em quantidade suficiente, sem comprometer o acesso a outras necessidades essenciais, tendo como base práticas alimentares promotoras de saúde, que respeitem a diversidade cultural e que sejam social, econômica e ambientalmente sustentáveis” (II Conferência Nacional de SAN, Olinda, 2004)

Apesar de o Brasil ser um dos maiores produtores de alimentos do mundo, o modelo de desenvolvimento adotado concentra cada vez mais a renda, degrada o ambiente, torna o país cada vez mais dependente do comércio exterior, promove exclusão e, principalmente, não garante a grande parte da população o acesso a alimentos indispensáveis à sobrevivência. Ainda que a fome e a desnutrição sejam seus resultados mais injustos, a insegurança alimentar está associada a diversos outros problemas em nosso país, como a obesidade, a anemia, a falta de acesso à água, à terra e a condições para se plantar, o peso do preço dos alimentos no orçamento familiar, a perda de hábitos alimentares regionais, a queda do consumo de arroz e feijão, frutas, verduras e legumes, o consumo crescente de açúcar, alimentos gordurosos, lanches no lugar de refeições, etc. Aos problemas gerais apontados associam-se outros de acordo com as diferentes regiões, como a amazônia, o semi-árido, as regiões metropolitanas, os municípios rurais.

Saiba mais sobre esse assunto no site: www.direitoaalimentacao.org.br .

Produção de sementes orgânicas no Entorno do Distrito Federal abastece região

Outubro 29, 2007

 

Alessandra Bastos
Repórter da Agência Brasil

Cidade Ocidental (GO) – Um dos pontos de pesquisa do Projeto de Manejo da Agrobiodiversidade para os Biomas Cerrado e Caatinga, o Assentamento Cunha também funciona como conector da rede de economia solidária.

O excedente da produção de sementes para pesquisa é distribuído para outros assentamentos e ocupações da região, ligados ao Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) e Movimento de Pequenos Agriculturores (MPA).

“Ficamos com 10 quilos de sementes e distribuímos a sobra gratuitamente para outros locais, para que eles façam o mesmo trabalho que estamos fazendo e produzam suas próprias sementes e não ficar à mercê do mercado”, afirma o coordenador local do projeto, Ivo Balfknechd.

“Nossa obrigação é também trazer aqui o pessoal de outros assentamentos para capacitá-los a fazer o mesmo que estamos fazendo aqui”.

Para Ivo Balfknechd, o projeto é uma prova de que é possível produzir em larga escala para que os agricultores se tornem independentes na compra de sementes. “Não só há como produzir em escala quantidade suficiente para não necessitar de transgênicos”.

Segundo o coordenador do projeto, o assentamento já produziu cerca de 150 toneladas de sementes de milho orgânico. “O pequeno produtor e os assentamentos já estão praticamente independentes das sementes do mercado”.

O projeto foi formatado, inicialmente, para três anos, prorrogáveis por mais seis. Está no segundo ano. Para 2008, o plano é a plantação e manipulação de uma horta medicinal. Centenas de mudas estão prontas para ser replantadas na terra, assim que acabar a estiagem.

Até lá, a diversão de Ivo Balfknechd é a nova produção de mel. Um dos “projetinhos”, como define, que estão sendo desenvolvidos com apoio da Fundação Banco do Brasil. Além da criação de abelha, com a fundação, foram criadas fossas assépticas e criações de minhocas para fazer adubo.

*Matéria enviada por Gaspar Martins (MST – DF e Entorno)

Editais de Fomento à Produção Audiovisual

Outubro 26, 2007

Lançamento de programas
Juca Ferreira participa de lançamento de iniciativas do MinC nesta sexta-feira

O secretário executivo do Ministério da Cultura, Juca Ferreira, participa na noite desta sexta-feira, dia 26 de outubro, de uma solenidade que contemplará o lançamento de três iniciativas do MinC: Revelando os Brasis – Ano III, Programa de Editais de Fomento à Produção Audiovisual 2007/2008 e Programadora Brasil. A cerimônia, que será conjunta, começa às 20h, na Cinemateca Brasileira, em São Paulo.

Uma parceria entre a Secretaria do Audiovisual do MinC (SAV/MinC) e o Instituto Marlin Azul, com patrocínio da Petrobras, o Revelando os Brasis é um projeto que selecionará 40 histórias a serem transformadas em vídeos digitais pelos seus próprios autores. O objetivo é promover processos de inclusão e de formação audiovisual com o estímulo à produção de vídeos em municípios brasileiros. Saiba mais.

Com relação ao Programa de Editais de Fomento à Produção Audiovisual 2007/2008, serão lançados os editais referentes ao Apoio a Longa-metragens de baixo orçamento; Curta-metragens do gênero ficção com temática infanto-juvenil; Curta-metragens do gênero animação; Curta-metragens dos gêneros ficção, documentário ou experimental; Curta-metragens digitais, para proponentes participantes ou egressos de projetos sociais; Desenvolvimento de roteiros cinematográficos inéditos, de longa-metragens; Desenvolvimento de projeto de série de animação para televisão. O programa prevê o investimento R$ 9.800.000,00 às produções selecionadas. Mais informações.

Com o propósito de promover o encontro do público com o cinema brasileiro, a Programadora Brasil é uma iniciativa de disponibilização de filmes e vídeos brasileiros para cineclubes, Pontos de Cultura, escolas, universidades e centros culturais. No evento desta sexta-feira, serão lançados 20 novos programas da iniciativa. Leia também Vinte Novos DVD’s de Cinema Brasileiro.

(Texto: Maíra Guedes, Comunicação Social/MinC)
(Fonte: Ascom SAV/MinC)

Construção de salas de cinema em pequenos municípios terá incentivo

Outubro 23, 2007

Os patrocínios e doações destinados à construção e manutenção de salas de cinema em municípios com menos de 100 mil habitantes serão beneficiados pelos incentivos fiscais estabelecidos na Lei Rouanet, de estímulo à cultura. As emendas da Câmara ao Projeto de Lei do Senado 298/04, de autoria do senador Aloizio Mercadante (pt-sp), que permite o benefício, foram aprovadas nesta terça-feira (23) pela Comissão de Educação (CE) e serão agora examinadas em Plenário.
O relator do projeto na CE, senador Cristovam Buarque (PDT-DF), acolheu as emendas, que se destinam principalmente a garantir o acesso às salas de exibição. Os incentivos criados “somente serão concedidos a projetos culturais cuja exibição, utilização e circulação dos bens culturais dele resultantes sejam abertas, sem distinção, a qualquer pessoa, se gratuitas, e a público pagante, se cobrado ingresso”. Proíbe-se ainda a concessão de incentivo a circuitos privados que estabeleçam limitações de acesso.
- Este é o tipo de projeto que faz a gente pensar por que ninguém o imaginou antes. Ainda mais em um momento em que salas de cinema são fechadas em todo o país – disse Cristovam, presidente da CE, ao apresentar seu voto favorável às emendas da Câmara.

Autor: Marcos Magalhães / Agência Senado

Quebrou a Língua!

Outubro 23, 2007

Nesta terça-feira (23/10), às 19h30, será exibido pela primeira vez na
televisão o vídeo “Quebrou a Língua – Gente, Cultura e Cidadania”,
pela TV Nacional Canal 2 (Sistema Radiobras). Com 28 minutos de duração,
a produção foi lançada oficialmente no dia 6 de outubro, durante a IV
Feira Nacional de Agricultura Familiar, realizada no período de 4 a 7
de outubro, no ExpoBrasília, do Parque da Cidade, da capital federal.

Editado pela Embrapa Informação Tecnológica (Brasília-DF), em parceria
com a Embrapa Feijão e Arroz (Santo Antônio de Goiás – GO), em
parceria com o Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária
(Incra)/Goiás e a Fundação de Apoio à Pesquisa e ao Desenvolvimento (Faped), o vídeo
reflete o trabalho que envolve 222 assentamentos goianos e homenageia
o primeiro deputado camponês Zé Porfírio, que se destacou na luta pela
terra na região, como líder da Revolta de Formoso ou Revolta das
Trombas, no Estado de Goiás. A produção, já apresentada em alguns
assentamentos, relata as principais ações de recuperação de áreas
degradadas em projetos de reforma agrária, com estímulo ao potencial
produtivo e integração de agricultores.

Serviço

Data: 23/10/2007
Evento: Exibição do vídeo “Quebrou a Língua”
Local: TV Nacional, Canal 2
Horário: 19h30

fonte: Lisarb Mello

O Ibama

Outubro 23, 2007

Continuando o post anterior, o Ibama em 2006 embargou a área da Syngenta e a multou em R$ 1 milhão. Veja:

Ibama embarga área de transgênicos da Syngenta

Curitiba (10/03/06) – O Ibama (Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis) do Paraná embargou mais uma lavoura de soja modificada geneticamente ontem (9) em Santa Tereza do Oeste, no Oeste do Estado, desta vez pertencente à multinacional Syngenta Seeds Ltda. Os técnicos identificaram no centro de pesquisa da empresa um plantio de soja transgênica de 12 hectares. A área está a seis quilômetros da divisa do Parque Nacional do Iguaçu. O local também serve para o teste do milho geneticamente modificado com o gene de tolerância ao Glifosato. O embargo foi realizado com base no artigo 11 da Lei 10.814/03, que prevê a proibição do plantio de soja modificada geneticamente em terras indígenas, unidades de conservação e suas respectivas zonas de amortecimento. No caso do Parque Nacional do Iguaçu, é necessário respeitar 10 quilômetros da margem.A ação seguiu os moldes da Operação Parque Livre, desencadeada em 22 de fevereiro, onde 13 lavouras foram embargadas, após comprovação de que agricultores estariam plantando soja transgênica.

Para o gerente executivo do Ibama no Paraná, Marino Gonçalves, a situação é nova, pois se trata de uma área para experimentação de organismos geneticamente modificados (OGM),não se resumindo, tão somente às sementes de soja. “Essa amplitude de variedades de OGMs é mais preocupante e merecerá do Ibama especial atenção”, disse. Marino informou que igualmente aos demais produtores que tiveram lavouras embargadas, a Syngenta também está sujeita à aplicação de multa e pode responder por crime contra a Lei de Biossegurança.O gerente informou esperar em breve a visita do diretor Nacional de Proteção do Ibama ao Paraná, Flavio Montiel, para discutir a ampliação das ações em todo o território nacional, visando coibir o desrespeito à legislação ambiental e de biossegurança.

Na quarta-feira (8) o Ibama liberou para colheita as 13 lavouras embargadas na Operação Parque Livre, sem liberar a comercialização dos grãos. A Cooperativa Industrial Lar de Medianeira (PR), uma das responsáveis pela distribuição das sementes modificadas aos agricultores, comprometeu-se em acondicionar toda a soja nos silos da empresa. “A medida foi necessária em virtude do amadurecimento dos grãos, aumentando ainda mais a probabilidade das sementes se propagarem no ambiente”, finalizou Marino Gonçalves.

Ibama-PR
Fonte: www.ibama.gov.br

Syngenta é multada em R$ 1 milhão por plantar transgênico no entorno do parque do Iguaçu

Curitiba (21/03/06) – O Ibama multou hoje em R$ 1 milhão a multinacional Syngenta Seeds pelo plantio de milho geneticamente modificado no entorno do Parque Nacional do Iguaçu (PR). Segundo o superintendente do instituto no Paraná, Marino Gonçalves, a empresa afrontou a Lei de Biossegurança, que proíbe testes com transgênicos em zona de amortecimento de unidades de conservação.

O experimento da Syngenta localizava-se a seis quilômetros de distância do parque. A empresa recebeu a notificação da multa na tarde de hoje. Além de autuar a multinacional, o Ibama entrou com ação na Justiça pedindo autorização para destruir o plantio transgênico.

A multa é resultado da operação Parque Livre deflagrada pelo Ibama, depois de receber denúncia da ONG Terra de Direitos contra 18 fazendas. Os fiscais foram a campo e confirmaram plantações de sementes geneticamente modificadas em 13 áreas, uma da Syngenta e as outras de proprietários rurais. Eles também seráo multados.

Antes de aplicar a penalidade, Marino analisou a defesa apresentada pela empresa após o embargo das atividades. A Syngenta alegou possuir autorização da Comissão Técnica Nacional de Biossegurança (CTNBio) para desenvolver o experimento. “Não estou multando a Syngenta por falta de licenciamento, mas tão somente pela localização do empreendimento a menos de 10 quilômetros do parque”, rebate Marino.

O superintende considerou a infração gravíssima. Nestas situações a Lei de Crimes Ambientais permite aplicação de multa entre R$ 501 mil a R$ 1,5 milhão. Na definição do valor, Marino avaliou que o parque é um espaço de proteção das cataratas do Iguaçu e é uma das últimas áreas da mata atlântica que serve de habitats para grandes felinos.

Sandra Sato/Ibama

“Empresa de transgenia assassina trabalhador”

Outubro 23, 2007

Repasso aqui a nota pública da Comissão Pastoral da Terra – CPT:

Empresa de transgenia assassina trabalhador

A Coordenação Nacional da Comissão Pastoral da Terra vem se juntar às diversas expressões de indignação que ecoam Brasil afora diante da morte do sem-terra Valmir Mota, encomendada pela empresa multinacional Syngenta Seeds, no dia 21 de outubro passado, em seu campo de experimentos, no município de Santa Tereza do Oeste, Paraná. Além de Valmir, os pistoleiros ainda feriram outras cinco pessoas, entre as quais Izabel do Nascimento Souza, internada em estado grave no hospital de Cascavel. No confronto um pistoleiro também foi morto.

A área onde ocorreu o conflito ficou conhecida nacionalmente quando no início de 2006, 70 famílias da Via Campesina a ocuparam para que a nação brasileira tomasse conhecimento de que nela se efetuavam experimentos com plantas transgênicas em desobediência aberta à legislação ambiental que proíbe tais práticas em áreas próximas a reservas florestais. A propriedade acabou sendo desapropriada pelo governo do estado para que se transformasse num centro de experiências em agroecologia. Uma decisão da justiça, porém, anulou a desapropriação e determinou a retirada das famílias. Neste domingo as famílias da Via Campesina voltaram a ocupá-la.

O que deixa a Coordenação Nacional da CPT preocupada é que em pleno século XXI, pistoleiros fortemente armados estejam ainda em plena ação em estados considerados desenvolvidos, como é o Paraná, num frontal desrespeito ao estado de direito vigente, e a serviço da elite latifundiária e agora também de empresas transnacionais. Estas além de se apropriarem de parte do território nacional, recorrem ainda à utilização de milícias privadas para proteger seus interesses.

O que nos deixa atônitos é que tudo isto esteja acontecendo nos mesmos espaços em que o agronegócio, em conluio com as multinacionais, se vangloria dos avanços tecnológicos na agricultura moderna capazes até de alterar a estrutura dos próprios seres vivos. Não se alteram, porém, a propriedade como direito absoluto acima da vida e dos direitos básicos da pessoa humana, nem os métodos utilizados desde os tempos da barbárie.

A CPT expressa à família do Valmir sua solidariedade neste momento de dor e de indignação. E exige que o poder judiciário seja ágil na punição dos responsáveis por este crime e que o governo do Estado do Paraná tome imediatas e enérgicas medidas a fim de combater eficazmente a formação e atuação dessas quadrilhas, que são milícias privadas, que espalham o terror e a violência entre os trabalhadores e trabalhadoras do campo.

Goiânia, 23 de outubro de 2007.

A Coordenação Nacional – CPT
fonte: comunicacao@cptnacional.org.br

E a empresa?
Veja a nota do mês de julho sobre a reintegração de posse da área:

Nota de esclarecimento à imprensa
[São Paulo, 18 de Julho de 2007]

Conforme determinação do juiz da 1ª Vara Cível de Cascavel, Fabrício Priotto Mussi, a Syngenta Seeds retoma hoje, 18 de julho, a posse da estação experimental de Santa Teresa do Oeste no Paraná. A reintegração de posse foi concedida à empresa após um ano e quatro meses da invasão realizada por integrantes da Via Campesina e do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem-Terra (MST).

Após a reintegração, que será acompanhada por representantes da empresa, será feita uma avaliação das condições da estação experimental que servirá de base para o planejamento das futuras atividades no local.

Em 4 de junho de 2007, a Justiça Federal de Cascavel concedeu liminar favorável à empresa, declarando a nulidade da multa de R$ 1 milhão aplicada pelo IBAMA. De acordo com a Juíza Federal, o Instituto não tem competência jurídica para autorizar atividades que envolvam pesquisa e uso comercial de produtos transgênicos, reafirmando que essa autorização compete exclusivamente à CTNBio.

A Syngenta ressalta que desde o início das operações na estação experimental de Santa Tereza, em 1986, sempre deteve as autorizações necessárias para suas pesquisas, respeitando e cumprindo todas as leis vigentes no País.
Fonte: http://www.syngenta.com.br/

Veja a matéria da Agência Carta Maior.

Igreja Universal deve pagar indenização de R$ 1 milhão por morte de obreiro

Outubro 19, 2007

A Igreja Universal do Reino de Deus deve pagar aos pais de João Lucas Terra, garoto de 14 anos assassinado em Salvador pelo pastor auxiliar Sílvio Roberto Santos Galiza, indenização por danos morais no valor de R$ 1 milhão, devidamente corrigidos. A Terceira Turma do Superior Tribunal de Justiça (STJ) não acatou pedido da instituição para reformular uma decisão do Tribunal de Justiça da Bahia (TJ/BA) que reconheceu no pastor a condição de preposto da Igreja Universal. O garoto foi amordaçado e carbonizado em 21 de março de 2001.
Em primeira instância o juiz de Direito da 3ª vara Cível da Comarca de Salvador julgou improcedente o pedido de indenização dos pais do garoto contra a Igreja. Na segunda instância, a sentença foi reformada pela 2ª Câmara Cível do TJ/BA, que condenou a instituição religiosa ao pagamento de indenização por danos morais no valor de R$ 500 mil para cada um dos pais do garoto.

Segundo o Tribunal, o vínculo de preposição entre a congregação religiosa e seus pastores está caracterizado pela subordinação, poder diretivo escalonado, remuneração, atos constitutivos, entre outros. A Igreja alegou perante aquele Tribunal que não havia a responsabilidade, no caso, pois o crime não foi praticado no exercício do trabalho nem em razão dele. Mas, para o TJ/BA, a responsabilidade da Igreja é de natureza subjetiva, calcada na culpa in eligendo (falha na escolha) e in vigilando (falha em vigiar seus membros).

Conforme a decisão do TJ, a ocorrência desse hediondo crime só foi possível devido a uma postura desleixada da instituição religiosa. E que de fato atribui-se tal negligência à referida igreja não só pela má escolha de um de seus membros pregadores – o pastor auxiliar Sílvio Roberto Santos Galiza – como também pelo fato de, sobre ele, não ter sido exercida uma vigilância satisfatória.

Os ministros da Terceira Turma, ao analisar o recurso, mantiveram o entendimento do TJ baiano quanto à indenização, mas acataram o pedido da Igreja para que a correção monetária incidisse apenas a partir da data de julgamento do recurso de apelação. Para o relator no STJ, ministro Ari Pargendler, a correção monetária da indenização por dano moral incide a partir da data do respectivo arbitramento. “A retroação à data do ajuizamento implica corrigir o que já está atualizado”.

O garoto João Lucas Terra era obreiro da igreja, e, segundo dados do processo, chegava a permanecer durante o período de férias três turnos na Igreja de Santa Cruz, em Salvador. Para os pais dele, não poderia haver lugar mais seguro para o menino do que o local onde professava sua religião.

Autor(a):Coordenadoria de Editoria e Imprensa STJ
fonte: http://www.stj.gov.br/

Web-documentário – Bon Bagay Haiti

Outubro 19, 2007

Hoje conheci um exemplo de trabalho multmídia responsável.
É o assim chamado web-documentário Bon Bagay Haiti – Histórias de Cité Soleil, dos meninos da Agência Brasil – Aloisio Milani, Marcello Casal Jr., Rodrigo Savazoni, André Deak, Mário Marco Machado, e da menina, editora de arte, Yasodara Córdova.

Senado aprova 6 meses de licença-maternidade

Outubro 18, 2007

Calma, gente! Ainda falta passar pela Câmara…
Vamos acompanhar! ;)

COMISSÕES / Direitos Humanos
18/10/2007 – 10h26

Ampliação da licença-maternidade para 6 meses é aprovada na CDH

Projeto de lei que prorroga a licença-maternidade por mais 60 dias (PLS 281/05), passando-a dos atuais quatro meses para seis meses, foi aprovado nesta quinta-feira (18), por unanimidade e em decisão terminativa, pela Comissão de Direitos Humanos e Legislação Participativa (CDH). A proposta, de autoria da senadora Patrícia Saboya (PDT-CE), prevê a adesão optativa nas empresas da iniciativa privada. Emendas apresentadas estenderam o benefício também às mães adotantes e às funcionárias públicas.
No caso das servidoras públicas, a emenda prevê que “fica a Administração Pública, direta, indireta e fundacional, autorizada a instituir programa que garanta prorrogação da licença-maternidade para suas servidoras, nos termos do artigo 1º do projeto”. O artigo citadoinstitui o Programa Empresa Cidadã, destinado a prorrogar por 60 dias a duração da licença-maternidade prevista no artigo 7º, XVIII, da Constituição.
Já no caso da iniciativa privada, o projeto institui o Programa Empresa Cidadã, que estimula os empresários a prorrogarem a licença-maternidade mediante concessão de incentivo fiscal. Assim, a pessoa jurídica que aderir ao programa terá o direito de deduzir integralmente do Imposto de Renda devido o valor correspondente à remuneração da empregada referente aos 60 dias que perdurar a prorrogação da licença. Da mesma forma, as empresas tributadas com base no lucro real poderão deduzir do impostoa ser pago, em cada período de apuração, o total da remuneração paga nos 60 dias de prorrogação da licença.
Pela proposta, a funcionária que gozar do benefício terá direito a sua remuneração integral, nos mesmos moldes devidos nos demais quatro meses pagos pelo Regime Geral da Previdência Social, desde que não exerça qualquer atividade remunerada e não mantenha o bebê em creche ou organismo similar durante o período de prorrogação da licença-maternidade.
Ao emitir parecer favorável ao projeto, o relator, senador Paulo Paim (PT-RS), afirmou que, por ser de adesão optativa e permitir a dedução integral dopagamento da prorrogação da licença-maternidade, o projeto não representa prejuízo para ninguém.
- Ninguém perde nada. Apenas as crianças é que ganham – destacou Paim.
Já a autora da proposta, aplaudida pelos membros da CDH, confessou que a aprovação dessa matéria representa um dos momentos mais importantes do seu mandato como senadora. Patrícia Saboya lembrou que o projeto obteve o apoio, por meio de assinaturas, de mais de 500 mil pessoas, além do ministro da Saúde, José Gomes Temporão, e da ministra Nilcéa Freire, da Secretaria Especial de Políticas para as Mulheres.
- Nós estamos falando em vidas. Uma sociedade só pode ser justa quando esse direito é garantido já enquanto nossos filhos estão nos nossos ventres -ressaltou a senadora, ao lembrar que seis estados e cerca de 70 municípios em todo o Brasil, além de vários empresários, já estão adotando a licença-maternidade de seis meses para suas funcionárias.
Geraldo Mesquita (PMDB-AC) afirmou que a aprovação desse projeto permite à sociedade brasileira salvar vidas. Romeu Tuma (PTB-SP) destacou que ao aprovar a ampliação da licença maternidade, o país está raciocinando com a cabeça. Inácio Arruda (PCdoB-CE), Eduardo Suplicy (PT-SP), Heráclito Fortes (DEM-PI), José Nery (PSOL-PA), Sérgio Zambiasi (PTB-RS), Ideli Salvatti (PT-SC) e Valter Pereira (PMDB-MS) também elogiaram a proposta.

Valéria Castanho / Agência Senado
fonte: http://www.senado.gov.br/agencia/